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sábado, 25 de abril de 2026

3 medidas eficazes para se combater o Cancer de mama

 


Câncer de Mama: Causas, Sintomas e Tratamentos Completos

O câncer de mama é uma das doenças que mais impactam a saúde da mulher em todo o mundo, exigindo atenção constante, informação de qualidade e acesso a diagnósticos precisos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde, esta é a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres no Brasil, representando a primeira causa de morte por câncer no público feminino do país [1]. Compreender a fundo o câncer de mama: causas, sintomas e tratamentos completos é o primeiro e mais importante passo para a prevenção, o diagnóstico precoce e a escolha da melhor abordagem terapêutica, fatores que aumentam significativamente as chances de cura e a qualidade de vida das pacientes.
A doença caracteriza-se pela multiplicação desordenada de células anormais nas mamas, resultando na formação de um tumor maligno que, se não tratado adequadamente, possui o potencial de invadir outros tecidos e órgãos do corpo (metástase). Embora seja amplamente conhecido como uma doença feminina, é importante ressaltar que o câncer de mama também pode afetar homens, correspondendo a cerca de 1% do total de casos diagnosticados [1]. Este artigo extenso e detalhado abordará todas as nuances desta condição, desde os fatores de risco até as mais modernas opções de tratamento disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada.

O que é o Câncer de Mama e Como Ele se Desenvolve?

As mamas são glândulas formadas por lobos (que produzem o leite), ductos (pequenos canais que transportam o leite até o mamilo) e tecido conjuntivo e adiposo. O câncer de mama ocorre quando as células de alguma dessas estruturas sofrem mutações genéticas em seu DNA, passando a se dividir de forma rápida e descontrolada.
Existem diversos tipos de câncer de mama, classificados de acordo com a célula de origem e a capacidade de invasão. Os carcinomas ductais (que se originam nos ductos) e os carcinomas lobulares (que se originam nos lobos) são os mais comuns. Além disso, eles podem ser classificados como in situ (quando estão confinados ao local de origem) ou invasivos (quando já ultrapassaram a membrana basal e invadiram os tecidos adjacentes).
A biologia do tumor também é um fator crucial. Através de exames de imunohistoquímica, os médicos avaliam se o tumor possui receptores hormonais (estrogênio e progesterona) e se há superexpressão da proteína HER2. Essas informações são vitais para definir o prognóstico e o tratamento mais eficaz para cada paciente.

Causas e Fatores de Risco

O desenvolvimento do câncer de mama é multifatorial, ou seja, não existe uma causa única, mas sim uma combinação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais que aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença.
O principal fator de risco isolado é a idade. As taxas de incidência aumentam significativamente a partir dos 40 anos, sendo que, no Brasil, a média de idade no momento do diagnóstico é de 54 anos [1].
Outros fatores de risco bem estabelecidos incluem:
Fatores Endócrinos e História Reprodutiva: A exposição prolongada aos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) está diretamente ligada ao risco. Isso inclui menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos), menopausa tardia (após os 55 anos), nuliparidade (nunca ter tido filhos) e a primeira gestação a termo após os 30 anos [1].
Terapia de Reposição Hormonal (TRH): O uso prolongado de TRH, especialmente as combinadas (estrogênio e progesterona), após a menopausa, pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores mamários [1].
Fatores Genéticos e Hereditários: A história familiar de câncer de mama, especialmente em parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha) diagnosticadas antes dos 50 anos, eleva consideravelmente o risco. Mutações genéticas herdadas, como nos genes BRCA1 e BRCA2, são responsáveis por uma parcela dos casos hereditários [1].
Fatores Comportamentais e Ambientais: A obesidade e o sobrepeso (especialmente após a menopausa), o sedentarismo, o consumo regular de bebidas alcoólicas e a exposição frequente a radiações ionizantes (como raios-X) na região do tórax são fatores de risco modificáveis [1].
Características da Mama: Mulheres com alta densidade do tecido mamário (mamas com mais tecido glandular e fibroso do que tecido adiposo) apresentam um risco maior, além de a densidade dificultar a visualização de pequenos tumores na mamografia [1].

Sintomas e Sinais de Alerta

O diagnóstico precoce é a arma mais poderosa contra o câncer de mama. Quando detectado em estágios iniciais, as chances de cura são altíssimas e os tratamentos tendem a ser menos agressivos. Por isso, o autoconhecimento do corpo e a atenção aos sinais de alerta são fundamentais.
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, os seguintes sinais e sintomas devem ser considerados como de referência urgente para investigação médica [1]:
Nódulo Mamário: A presença de qualquer caroço (nódulo) na mama, especialmente se for endurecido, fixo e indolor. É o sintoma mais comum e deve ser investigado, principalmente em mulheres com mais de 50 anos, ou em mulheres com mais de 30 anos se o nódulo persistir por mais de um ciclo menstrual [1].
Alterações na Pele da Mama: Mudanças na textura da pele, como retração, abaulamento ou o aspecto de "casca de laranja" (edema e poros dilatados) [1].
Alterações no Mamilo: Mudança no formato do mamilo, inversão (mamilo voltado para dentro) ou lesões eczematosas (feridas ou irritações que parecem alergia, mas não curam com pomadas comuns) [1].
Secreção Mamilar: Descarga papilar sanguinolenta ou transparente (água de rocha) saindo espontaneamente de um único mamilo [1].
Linfadenopatia Axilar: Presença de ínguas (caroços) palpáveis nas axilas ou no pescoço [1].
Aumento Progressivo: Aumento rápido e progressivo do tamanho de uma das mamas, acompanhado de sinais de inflamação [1].
É importante destacar que a presença de um ou mais desses sintomas não confirma o diagnóstico de câncer, mas exige avaliação médica imediata.
Sintoma de Alerta
Descrição Clínica
Nível de Atenção
Nódulo (Caroço)
Endurecido, fixo, geralmente indolor
Urgente (especialmente > 50 anos)
Pele "Casca de Laranja"
Edema, poros dilatados, vermelhidão
Urgente
Retração Mamilar
Mamilo invertido ou repuxado
Urgente
Secreção Sanguinolenta
Saída espontânea de líquido com sangue de um mamilo
Urgente
Ínguas na Axila
Nódulos palpáveis na região axilar
Urgente

Diagnóstico e Estadiamento

A investigação de uma suspeita de câncer de mama envolve uma abordagem multidisciplinar. O processo começa com a avaliação clínica detalhada, incluindo a anamnese (histórico médico e familiar) e o exame físico das mamas, axilas e pescoço [1].
Os exames de imagem são fundamentais. A mamografia é o exame padrão-ouro para o rastreamento e diagnóstico, capaz de detectar microcalcificações e pequenos nódulos antes mesmo de serem palpáveis. A ultrassonografia mamária é frequentemente utilizada como exame complementar, especialmente em mulheres jovens com mamas densas, para diferenciar nódulos sólidos de cistos líquidos. A ressonância magnética pode ser indicada em casos específicos para avaliar a extensão da doença.
Se os exames de imagem mostrarem alterações suspeitas, a confirmação diagnóstica só é possível através da biópsia. Neste procedimento, fragmentos do tecido suspeito são retirados (por agulha grossa - core biopsy - ou cirurgia) e enviados para análise anatomopatológica em laboratório. A biópsia confirma se o tumor é benigno ou maligno, define o tipo histológico e, através da imunohistoquímica, identifica os receptores hormonais e a expressão do HER2 [1].
Após a confirmação do câncer, realiza-se o estadiamento, que avalia a extensão da doença no corpo. Isso envolve exames adicionais (como tomografias, cintilografia óssea e exames de sangue) para verificar se o tumor está restrito à mama, se atingiu os linfonodos axilares ou se há metástases em outros órgãos (como ossos, pulmões, fígado ou cérebro). O estadiamento é crucial para definir a estratégia de tratamento [1].

Tratamentos e Abordagens Terapêuticas

O tratamento do câncer de mama é altamente individualizado, dependendo do tipo de tumor, do estadiamento, da idade e das condições gerais de saúde da paciente. A abordagem terapêutica geralmente envolve uma combinação de modalidades locais (cirurgia e radioterapia) e sistêmicas (quimioterapia, hormonioterapia e terapia-alvo).

Tratamento Cirúrgico

A cirurgia continua sendo o pilar do tratamento para a maioria dos casos de câncer de mama. O objetivo é remover o tumor com margens de segurança.
Cirurgia Conservadora (Setorectomia ou Quadrantectomia): Consiste na remoção apenas do tumor e de uma pequena quantidade de tecido saudável ao redor, preservando a maior parte da mama. É a opção preferencial para tumores iniciais e menores. Geralmente, é seguida de radioterapia [1].
Mastectomia (Cirurgia Radical): Envolve a remoção total da glândula mamária, incluindo o mamilo e a aréola. É indicada para tumores maiores, múltiplos focos de câncer na mesma mama ou quando a cirurgia conservadora não é possível [1].
Abordagem Axilar: Durante a cirurgia, os linfonodos da axila também são avaliados. A técnica do linfonodo sentinela identifica e remove apenas o primeiro linfonodo que drena a linfa da mama. Se estiver livre de câncer, evita-se o esvaziamento axilar completo, reduzindo o risco de linfedema (inchaço do braço) [1].
A reconstrução mamária é um direito garantido por lei às mulheres mastectomizadas, inclusive pelo SUS (Portaria GM/MS nº 127/2023). Ela pode ser realizada no mesmo ato cirúrgico da mastectomia (reconstrução imediata) ou em um momento posterior (reconstrução tardia), utilizando próteses de silicone ou tecidos do próprio corpo da paciente, visando a recuperação da autoimagem e da qualidade de vida [1].

Tratamentos Sistêmicos e Radioterapia

Radioterapia: Utiliza radiação de alta energia para destruir células cancerígenas remanescentes na região da mama, parede torácica ou axila após a cirurgia. É fundamental após cirurgias conservadoras para reduzir o risco de recidiva local [1].
Quimioterapia: Consiste no uso de medicamentos potentes (por via intravenosa ou oral) para destruir células cancerígenas em todo o corpo. Pode ser administrada antes da cirurgia (neoadjuvante) para reduzir o tamanho do tumor, após a cirurgia (adjuvante) para eliminar células microscópicas que possam ter escapado, ou como tratamento paliativo em casos de metástase [1].
Hormonioterapia (Terapia Endócrina): Indicada exclusivamente para tumores que possuem receptores hormonais positivos (RE+ e/ou RP+). Utiliza medicamentos orais (como o tamoxifeno ou inibidores da aromatase) por um período de 5 a 10 anos para bloquear a ação do estrogênio ou impedir sua produção, "matando de fome" as células tumorais e reduzindo drasticamente o risco de recidiva [1].
Terapia-Alvo: Utiliza medicamentos específicos que atacam características moleculares únicas das células cancerígenas. O exemplo mais comum é o uso de anticorpos monoclonais (como o trastuzumabe) para tumores que superexpressam a proteína HER2, bloqueando os sinais que estimulam o crescimento do tumor.
O enfrentamento do câncer de mama exige coragem, apoio familiar e acompanhamento médico especializado. Com os avanços contínuos da oncologia, as taxas de sobrevivência têm aumentado significativamente, transformando o diagnóstico precoce na chave para a cura e para uma vida plena após o tratamento.


3 grandes aliados no combate não só ao câncer de mama,  mas que atuam no combate a outros tipos de cancer são a alimentação saudável, já que os cânceres se alimentam exclusivamente de glicose, e tudo o que vira glicose no organismo deve ser evitado, açucares de qualqer tipo deve ser evitado, todo o tipo de  alimentos industrializados feitos com farinha de trigo devem ser extirpardos da mesa de quem tem este tipo de doença, pão, macarrão, biscoito recheado, biscoito agua e sal, enfim todo o alimento que for identificado que foi prodzido com farinha de trigo, não deverá ser consumido e nem deve estar disponivel a mesa por quem tem tal anomalia.

Já o aumento de consumo de legumes, verduras, ortaliças e algumas frutas com baixo teor de frutose tem sido coadjuvante e aliado ao tratamento do Câncer.  aumentando o consumo  de alimento naturais não indstrializados tem sido fortemente receitado afim de que se mate de fome o cancer este  tratamento se chama atofagia, pois você tira a fonte principal de alimento e o mata de de fome.

quando voce consome alimentos ricos em açucares você está ficando com o seu corpo ácido, e um ambiente ácido é ótimo para a proliferação de carcinomas, agora quando voçê começa a cortar alimentos que vão se transformar em glicose, e troca estes alimentos por alimentos mais suadáveis o seu sangue começa a ficar alcalino, e em um ambiente alcalino os vários tipos de cancerres não consegem viver, sangue alcalino mata o câncer.

Uma alimentação cetogênica a base de legumes, verduras, hortaliças, nozes, azeite extra virgem de oliva e etc, fazem com que seu corpo por inteiro se torne acalino.

aliado ao terceiro modo que é a suplementação alimentar que dará condiçôes de se corpo se fortalecer a ponto de sua imunidade aumentar, dando ao se corpo condições de se recuperar.

Aqui estão uma base de escelentes suplementos que podem ajudar a combater vários tipos de doença inclusive os cânceres:

Vitamina d310 mil ui.

Magnésio dimalato 300 mg

Magnésio bisglicinato 300 mg

metilcobalamina 2 mg

Astaxantina 20 mg

Zinco quelado 15 mg

ferro bisglicinato 15 mg

Resveratrol 100 mg


Câncer de pele, causas sintomas tratamentos e imunoterapia.

 


 Câncer de Pele: Causas, Sintomas e Tratamentos Completos


O câncer de pele representa um dos maiores desafios de saúde pública na atualidade, sendo o tipo de neoplasia mais incidente em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esta condição responde por aproximadamente 33% de todos os diagnósticos de câncer no país, com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) registrando cerca de 185 mil novos casos anualmente [1]. Compreender profundamente o **câncer de pele: causas, sintomas e tratamentos completos** é fundamental para a prevenção, o diagnóstico precoce e a escolha da abordagem terapêutica mais adequada, fatores que influenciam diretamente as taxas de cura e a qualidade de vida dos pacientes.


A pele, sendo o maior órgão do corpo humano, atua como uma barreira protetora contra agressões externas, regulação térmica e percepção sensorial. No entanto, a exposição contínua a fatores de risco pode desencadear o crescimento anormal e descontrolado das células que a compõem, resultando no desenvolvimento de tumores malignos. Este artigo extenso e detalhado abordará as principais nuances desta doença, explorando suas origens, manifestações clínicas e as opções de tratamento disponíveis na medicina moderna.


## Tipos Principais de Câncer de Pele


Para compreender a complexidade desta doença, é essencial distinguir os diferentes tipos de tumores que podem acometer a pele. A classificação baseia-se no tipo de célula epitelial que sofre a mutação maligna. Os cânceres de pele são amplamente divididos em duas categorias principais: não melanoma e melanoma.


O **Carcinoma Basocelular (CBC)** é o tipo mais prevalente, originando-se nas células basais localizadas na camada mais profunda da epiderme. Caracteriza-se por sua baixa letalidade e crescimento lento, raramente sofrendo metástase. Quando detectado precocemente, apresenta altas taxas de cura. O CBC surge frequentemente em áreas do corpo cronicamente expostas à radiação solar, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Clinicamente, pode manifestar-se como uma pápula vermelha, brilhante, com uma crosta central que sangra com facilidade [1].


O **Carcinoma Espinocelular ou Escamoso (CEC)** é o segundo tipo mais comum, desenvolvendo-se nas células escamosas que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. Assim como o CBC, é mais frequente em áreas expostas ao sol, mas pode surgir em qualquer parte do corpo, incluindo mucosas. O CEC apresenta um risco ligeiramente maior de metástase em comparação ao CBC, especialmente se negligenciado. Geralmente, apresenta-se como lesões avermelhadas, espessas e descamativas, que não cicatrizam e podem sangrar ocasionalmente [1].


O **Melanoma**, embora seja o tipo menos frequente, é o mais agressivo e letal, possuindo o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade entre os cânceres de pele. Ele se origina nos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Apesar de sua agressividade, as chances de cura ultrapassam os 90% quando diagnosticado em estágios iniciais. O melanoma frequentemente se assemelha a uma pinta ou sinal escuro que sofre alterações de cor, formato ou tamanho ao longo do tempo [1].


| Tipo de Câncer de Pele | Origem Celular | Prevalência | Agressividade | Localização Comum |

| :--- | :--- | :--- | :--- | :--- |

| Carcinoma Basocelular (CBC) | Células basais (epiderme profunda) | Mais comum | Baixa (crescimento lento) | Face, pescoço, orelhas, costas |

| Carcinoma Espinocelular (CEC) | Células escamosas (epiderme superior) | Segundo mais comum | Moderada | Áreas expostas ao sol, mucosas |

| Melanoma | Melanócitos (células produtoras de pigmento) | Menos comum | Alta (alto risco de metástase) | Pernas (mulheres), tronco (homens) |


## Causas e Fatores de Risco


A etiologia do câncer de pele é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre predisposição genética e exposições ambientais. A compreensão das causas é o primeiro passo para a implementação de estratégias eficazes de prevenção.


A principal causa, indiscutivelmente, é a **exposição excessiva e cumulativa à radiação ultravioleta (UV)**, proveniente tanto da luz solar natural quanto de fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento. A radiação UV danifica o DNA das células da pele, induzindo mutações que podem levar à proliferação celular descontrolada. Os raios UVA penetram profundamente na pele, contribuindo para o envelhecimento precoce e o desenvolvimento de câncer, enquanto os raios UVB atingem as camadas mais superficiais, sendo os principais responsáveis pelas queimaduras solares e pelo dano direto ao DNA [1].


Além da radiação UV, outros fatores de risco significativos incluem:


*   **Fenótipo e Genética:** Indivíduos com pele clara, olhos claros (azuis ou verdes), cabelos loiros ou ruivos, e que possuem sardas ou facilidade para sofrer queimaduras solares, apresentam um risco substancialmente maior. O histórico familiar de câncer de pele, especialmente melanoma, também é um forte indicador de predisposição genética.

*   **Imunossupressão:** Pacientes com o sistema imunológico comprometido, seja por doenças (como o HIV) ou pelo uso de medicamentos imunossupressores (como os utilizados por receptores de transplantes de órgãos), têm uma probabilidade significativamente maior de desenvolver carcinomas espinocelulares e outros tipos de câncer de pele.

*   **Exposições Químicas e Radiação:** A exposição crônica a certos agentes químicos, como o arsênio, e a tratamentos prévios com radioterapia podem aumentar o risco de desenvolvimento de tumores cutâneos em áreas específicas.

*   **Lesões Crônicas:** Cicatrizes de queimaduras graves, úlceras crônicas e doenças inflamatórias prolongadas da pele podem, em casos raros, evoluir para carcinomas espinocelulares.


## Sintomas e Sinais de Alerta


O diagnóstico precoce é o pilar fundamental para o sucesso do tratamento do câncer de pele. Portanto, o autoexame regular e a atenção aos sinais de alerta são cruciais. Os sintomas variam de acordo com o tipo de tumor, mas existem características gerais que devem motivar uma consulta imediata a um dermatologista.


Para os carcinomas (não melanoma), os sinais incluem o surgimento de lesões na pele com aparência elevada, brilhante, translúcida, avermelhada ou rósea, frequentemente com uma crosta central que sangra com facilidade. Manchas ou feridas que não cicatrizam após várias semanas, que continuam a crescer, apresentam coceira, erosões ou sangramento espontâneo também são altamente suspeitas [1].


No caso do melanoma, a identificação precoce baseia-se na observação de pintas ou sinais existentes que sofrem alterações, ou no surgimento de novas lesões pigmentadas suspeitas. A comunidade médica utiliza amplamente a **Regra do ABCDE** como um guia prático para a avaliação de lesões pigmentadas:


*   **A (Assimetria):** Uma metade da lesão não coincide com a outra metade. Lesões benignas tendem a ser simétricas.

*   **B (Bordas):** As bordas são irregulares, entalhadas ou mal definidas. Lesões benignas geralmente possuem bordas regulares e nítidas.

*   **C (Cor):** A coloração não é uniforme. A presença de múltiplos tons de marrom, preto, ou até mesmo áreas vermelhas, brancas ou azuis, é um sinal de alerta.

*   **D (Diâmetro):** A lesão possui um diâmetro superior a 6 milímetros (aproximadamente o tamanho de uma borracha de lápis), embora melanomas possam ser diagnosticados em tamanhos menores.

*   **E (Evolução):** Qualquer mudança no tamanho, formato, cor, elevação ou o surgimento de novos sintomas, como coceira ou sangramento, em uma pinta existente.


## Tratamentos e Abordagens Terapêuticas


A escolha do tratamento para o câncer de pele depende de múltiplos fatores, incluindo o tipo histológico do tumor, seu tamanho, localização, profundidade de invasão, estágio da doença e o estado geral de saúde do paciente. A medicina contemporânea oferece um arsenal terapêutico diversificado e altamente eficaz.


### Tratamentos Cirúrgicos


A cirurgia é a modalidade terapêutica primária para a grande maioria dos cânceres de pele, especialmente nos estágios iniciais.


A **Cirurgia Excisional** consiste na remoção completa do tumor com o auxílio de um bisturi, juntamente com uma margem de segurança de tecido saudável ao redor. O material excisado é enviado para análise anatomopatológica para confirmar a remoção total das células malignas. Esta técnica apresenta altos índices de cura e é amplamente utilizada para carcinomas e melanomas [1].


A **Cirurgia Micrográfica de Mohs** é uma técnica altamente especializada e precisa, indicada principalmente para tumores localizados em áreas nobres (como face, nariz, orelhas e pálpebras), tumores recidivantes ou com bordas mal delimitadas. O cirurgião remove o tumor camada por camada, analisando cada fragmento ao microscópio durante o próprio procedimento. Isso garante a remoção completa do câncer enquanto preserva a maior quantidade possível de tecido saudável, minimizando cicatrizes e desfigurações [1].


Outras opções cirúrgicas menos invasivas incluem a **Curetagem e Eletrodissecção**, onde o tumor é raspado com uma cureta e a base é cauterizada com um bisturi elétrico, e a **Criocirurgia**, que utiliza nitrogênio líquido para congelar e destruir as células tumorais. Estas técnicas são geralmente reservadas para tumores superficiais e de baixo risco [1].


### Terapias Não Cirúrgicas e Avançadas


Para casos em que a cirurgia não é viável, ou como tratamento adjuvante para tumores mais agressivos ou avançados, outras modalidades terapêuticas são empregadas.


A **Terapia Fotodinâmica (PDT)** é uma opção eficaz para lesões pré-cancerosas (ceratoses actínicas) e carcinomas basocelulares superficiais. Consiste na aplicação de um agente fotossensibilizante tópico na lesão, seguido pela exposição a uma fonte de luz específica que ativa o medicamento, destruindo seletivamente as células anormais [1].


A **Radioterapia** utiliza feixes de radiação de alta energia para destruir as células cancerígenas. Pode ser utilizada como tratamento primário para pacientes que não podem ser submetidos à cirurgia, ou como terapia adjuvante após a excisão cirúrgica para reduzir o risco de recidiva, especialmente em tumores com invasão perineural ou margens comprometidas.


Para o tratamento do melanoma avançado ou metastático, houve avanços revolucionários nas últimas décadas. A **Imunoterapia** utiliza medicamentos que estimulam o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e atacar as células do melanoma. A **Terapia-Alvo** envolve o uso de medicamentos orais que atacam mutações genéticas específicas presentes nas células tumorais, como a mutação BRAF, inibindo o crescimento e a proliferação do câncer [1].


Em conclusão, o câncer de pele é uma doença complexa, mas altamente tratável quando diagnosticada precocemente. A conscientização sobre os fatores de risco, a adoção de medidas rigorosas de fotoproteção e a realização de exames dermatológicos regulares são as ferramentas mais poderosas na luta contra esta patologia.


E alguns suplementos como vitamina d3, astaxantina, magnesio dimalato, treonato,bisglicinato e taurato ajudam o corpo a ficarem fortes o suficiente para ajudar no tratamento, sempre consulte seu médico antes de tomar qualquer tipo de vitaminas e minerais pois ele, o médico e que prescreverá.